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Tecnologia sem segredo

Como a MIA funciona

A MIA funciona por camadas que se reforçam: agentes com papéis claros, um orquestrador determinístico que decide quem faz o quê, memória com fonte separada do modelo, verificação em etapas e aprovação humana antes de qualquer ação irreversível. Esta página explica cada camada em linguagem simples — sem segredo industrial e sem nome de fornecedor.

O time

Como os agentes trabalham juntos?

Nenhum agente trabalha sozinho. Um orquestrador distribui o trabalho entre papéis definidos, cada tarefa recebe só o contexto de que precisa, e os erros voltam para correção em vez de seguir adiante.

Orquestração de agentes

Na MIA, cada agente tem um papel definido — MAIA cuida de administração, gestão e planejamento; MARIO, de atendimento, vendas e relacionamento; MAISA, de marketing, conteúdo e campanhas; SAM, de segurança, monitoramento e proteção. Acima deles, um orquestrador decide quem faz o quê, em que ordem e com quais ferramentas.

O orquestrador é determinístico: para a mesma entrada, a mesma decisão de encaminhamento — sem improviso. É isso que permite cobrar fonte, marcar incerteza e parar para aprovação humana sempre que uma ação é irreversível. Agentes soltos se contradizem; orquestrados, cada resposta tem dono e cada passo deixa registro.

Memória por tarefa

Cada trabalho começa com a montagem do contexto: o orquestrador reúne só o que aquele agente precisa para resolver aquela tarefa — o documento certo, a conversa certa, a ferramenta certa. O agente não navega num mar de dados; recebe um recorte sob medida.

É assim que nada se perde entre uma pergunta e outra: o que foi decidido na etapa anterior chega à seguinte, e o que não é relevante fica de fora. Menos ruído no contexto significa resposta mais fiel à fonte — e menos chance de invenção.

Mapa de quem fala com quem

Antes de rodar, o fluxo entre os agentes é desenhado: quem recebe a demanda, quem pesquisa, quem rascunha, quem revisa, quem pede aprovação. Cada agente sabe com quem conversa e o que espera receber de volta.

Esse mapa deixa o sistema explicável. Quando algo sai errado, dá para apontar o elo exato em que a informação se perdeu — e corrigir ali, em vez de refazer tudo. É a diferença entre um time organizado e uma sala em que todos falam ao mesmo tempo.

Laços que se corrigem

Nenhum trabalho sai certo de primeira, e o sistema foi desenhado sabendo disso. Quando um passo falha — uma fonte que não sustenta a resposta, uma ferramenta que recusa — o trabalho volta, é corrigido e segue, dentro de limites claros.

Mais importante: o erro não evapora. Ele vira caso, o caso vira nota na base de conhecimento, e a nota melhora o trabalho seguinte. No Forge, essa mesma ideia vira método de ensino: o erro do aluno é registrado como parte do aprendizado, não escondido.

A base

Como a memória e a busca funcionam?

A memória fica fora do modelo, numa base em que cada nota tem fonte, trecho e marca de incerteza. A busca encontra pelo significado e pela palavra exata — e a resposta sempre aponta de onde veio.

Segundo cérebro com fonte

A memória da organização fica separada do modelo de IA. Ela mora na Wiki MIA: uma base em que cada nota aponta a fonte de onde veio, o trecho que a sustenta e o que ficou incerto. A resposta nunca nasce “da cabeça” do modelo — nasce de uma nota com origem.

A regra da casa é direta: quando não sabe, admite e manda verificar — inventar é falha grave. Hoje a base tem 26.653 trechos indexados palavra a palavra (avaliação interna, 2026) e é ela que alimenta as verticais, o estúdio e a escola.

Busca pelo sentido e pela palavra

Perguntar “posso cancelar?” e encontrar o parágrafo que fala em “desistência da reserva” exige dois jeitos de buscar: pelo significado (o que a pessoa quis dizer) e pela palavra exata (o termo como está escrito). A MIA usa os dois.

É essa combinação que faz o trecho certo aparecer mesmo quando a pergunta usa outras palavras — como na demonstração das quatro perguntas, em que a resposta sobre cancelamento chega com o trecho exato da política da pousada, com as mesmas palavras do documento.

A régua

Como a MIA evita respostas inventadas e ações sem permissão?

A resposta passa por uma régua anti-alucinação antes de sair, toda ação irreversível espera o sim de uma pessoa e cada decisão fica registrada para reconstrução. O que não se sustenta, não segue.

Verificação em etapas

Antes de chegar a você, a resposta passa por uma régua de segurança anti-alucinação: a fonte existe? o trecho sustenta o que foi dito? ficou algo incerto? O que não se sustenta não segue — volta para correção ou sai marcado para revisão humana.

A verificação acontece em etapas, não num único filtro no fim da linha: orquestrador, agente e revisão têm cada um a sua checagem. Esse cuidado leva mais tempo do que chutar — e é por isso que dá para confiar.

Aprovação humana fail-closed

Toda ação irreversível — publicar, enviar, cobrar, apagar — passa por uma pessoa. Se a aprovação não vem, nada acontece: o sistema é fail-closed, ou seja, em caso de dúvida ele para em vez de arriscar.

Na avaliação interna de 2026, nenhum modelo testado contornou esse portão no uso de ferramentas: quando faltava aprovação, o sistema falhou ou recusou — nunca agiu sozinho. É o que você vê na demonstração das quatro perguntas: a resposta só segue depois do sim da gerente.

Registro auditável

Tudo o que acontece fica registrado: quem pediu, o que o agente respondeu, qual fonte sustentou, quem aprovou e quando. Não é registro de fachada — é a matéria-prima da confiança.

Com registro, dá para reconstruir cada decisão e responder perguntas difíceis sem depender de memória: por que esta resposta saiu assim? quem autorizou este envio? Para escritório jurídico, clínica ou escola, essa trilha é o que transforma “a IA disse” em “aqui está o que aconteceu”.

Modelos abertos ajustados

A MIA ajusta modelos abertos para falar a língua da casa: citar fonte, marcar incerteza, respeitar o portão de aprovação. O ajuste fino ensina o comportamento; a base com fonte sustenta o conteúdo.

Trabalhar com modelos abertos é uma decisão de soberania: nenhum segredo fica preso num único fornecedor, e o comportamento do sistema pode ser medido, comparado e melhorado pela própria equipe. Foi assim na avaliação do orquestrador: cinco variantes comparadas em 25 casos inéditos, com juiz separado de quem construiu.

A proteção

Como os dados são protegidos?

Documento pessoal é anonimizado antes de qualquer IA, com conferência por dígito verificador e chave de volta que fica com você. E quando o dado não pode sair de jeito nenhum, o modelo roda na sua máquina.

Pseudoanonimização com dígito

Antes de qualquer documento chegar a uma IA de fora, o MIA Privacy troca o dado pessoal por apelidos: vira “Cliente 1”, “Empresa 2”. CPF, CNPJ e número de processo são conferidos por dígito verificador — matemática, não chute.

A chave que liga apelido a nome real fica com você: no navegador, nos planos Grátis e Essencial; na sua máquina, nos planos Pro e Enterprise. Sem ela, nem a MIA desfaz. E antes de baixar, você vê tudo o que foi encontrado — nada sai sem conferência.

Ambientes isolados e modelo local

Experimentos rodam em ambiente isolado: o laboratório do Forge executa, mede e erra sem encostar em sistema real — com unidades, reprodutibilidade e níveis de credibilidade declarados.

E quando o dado não pode sair de jeito nenhum, o plano Enterprise do Privacy leva o modelo até o dado: o programa roda na máquina do cliente e funciona sem internet. É o mesmo princípio do resto da casa — o controle fica com a pessoa.

Provas, não promessas

O que as avaliações internas mediram?

Quatro medidas de 2026, com o número de casos e o critério descritos em cada quadro. São avaliações da própria equipe — publicadas com método e limites à vista.

25 de 25

casos inéditos em que o modelo ajustado escolheu o agente certo — o modelo de base não acertava nenhuma. Acertou as ferramentas certas em 7 de cada 10; nenhum caso que exigia aprovação humana passou sem ela.

Orquestrador · 5 variantes comparadas · juiz separado de quem construiu · 2026
8,5 → 15/15

respostas honestas a perguntas-armadilha com o segundo cérebro ligado, em 5 modelos testados. A honestidade depende mais da base com fonte do que do modelo.

Segundo cérebro · 15 perguntas-armadilha · 2026
26.653

trechos indexados palavra a palavra na Wiki MIA. Regra da casa: quando não sabe, admite e manda verificar — inventar é falha grave.

Wiki MIA · base com fonte · 2026
0

vezes em que o portão de aprovação humana foi contornado, em todos os modelos testados no uso de ferramentas. Falhou, recusou — nunca agiu sozinho.

Gate de aprovação · todos os modelos testados · 2026

Avaliação interna — não é auditoria independente. Medidas de 2026, com o número de casos e o critério descritos em cada quadro.

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